sábado, novembro 5

Ver pessoas...

Hoje eu senti necessidade de ver pessoas.
Não que eu esteja há muito tempo isolada.. Recentemente, tenho até me surpreendido com a frequência de meus passeios.

Mas hoje... Hoje eu decidi que queria sair para observar outras pessoas.
Fui tomar café num shopping próximo à minha casa.
Na verdade, fui para resolver algumas pendências, mas como acordei meio tarde e saí sem comer.. Resolvi me deter um tempo na praça de alimentação e observar os transeuntes. E assim o fiz.

Pedi um café com leite e um pãozinho de queijo e fiquei ali a fitar as pessoas que passavam: Um casal de namorados olhava a vitrine da joalheria; um outro casal, andava vagarosamente atrás de seu filho de, não mais que 4 anos, que saltitava, literalmente, pouco à frente dos pais; um rapaz brincava de aviãozinho com uma criança... Talvez seu irmãozinho... próximo à fonte. A criança ria gostosamente.


Um grupo de amigas entrou e saiu de algumas lojas de roupas, próximas de onde eu estava sentada... Estas prenderam minha atenção por um pouco mais de tempo. Procurávam alguma coisa. Acho que uma blusa xadrez, para uma determinada pessoa a ser presenteada...

Os dois irmãos se aproximaram da minha mesa e ouvi o rapaz brincar com o caçula: "Vamos apostar uma corrida até o carro? - o colocou no chão - Ou vc quer ir de cavalinho?
O pequeno, sem falar nada, apenas estendeu os braços para o pescoço do irmão, que entendeu o recado e o colocou nas costas, rindo, enquanto se dirigia ao estacionamento.

O menininho que saltitava parou em frente ao caixa de onde eu comia, chamou o pai e apontou para um mentos e o retirou. O pai riu: Você quer isso? Mas não pode ir pegando assim... Tem que pedir pra tia pegar!! - e para a moça do caixa - Quanto custa?
Pagou o doce e o pequeno disparou na frente, novamente, correndo e pulando, com os pais em sua cola.

Terminei meu café, voltei para casa e confinei-me novamente.
Foi gostoso ficar imaginando o que essas pessoas faziam no shopping em pleno sábado de manhã... rs!
Mas quem poderia imaginar o que EU estaria fazendo ali, sentada à mesa, com minha xícara de café...

(Nota: O desenho foi feito por mim. Direitos autorais, se for copiar.. xD)

Meu trevo!!!

Finalmente...
  
    As folhas do meu trevo se abriram!
Ele foi um presente do meu 'irmãozão' Reginaldo.
Ele o trouxe o kit "trevo de quatro folhas" para mim, da Expoflora 2011...
    Eu plantei os bulbos, reguei, coloquei no sol e esperei.... Agora ele abriu!!!   *-*


 Rêêê... brigadaaa!!! \o/

Solidão.

"Solidão: um lugar bom de se visitar uma vez ou outra, mas ruim de acdotar como morada."
(Josh Billings) 

Quando se pensa seriamente, não é estranho que uma pessoa possa sentir solidão em um mundo globalizado como o que vivemos? Com milhões de pessoas em redes de relacionamento como o orkut, facebook, twitter...
O 'abençoado' MSN que nos mantém conectados com amigos a longa distância, o skype, que possibilita uma conversa de vídeo com áudio e tudo mais... E nós, ainda assim, nos sentimos sozinhos!

Meus amigos mais próximos já sabem o horror que tenho ao MSN, que entro no orkut para compartilhar fotos e no facebook, para jogar CSI e Vampire Wars, quase que exclusivamente. Mas ando pensando em mudar minha postura depois do que passei recentemente.

A princípio, quando pensei em estudar em outra cidade, minha intenção era ficar longe dos pais... Dar um tempinho na cobrança. Ter um pouco mais de 'liberdade'. Achei que a saudade era consequência e que não seria um preço tão alto a se pagar pelo sossego de estar distante de casa.
Infelizmente, além dos pais e da minha best friend (que até ae não era tão best assim), deixei um namorado, que além de companheiro, revelou ser meu melhor amigo... Aquele com quem eu posso de tudo!

OK! Então ficar longe de casa talvez não fosse tão fácil assim, certo? Mas os colegas e amigos da faculdade, as festas, as baladas, iriam compensar a ausência dos familiares. Nunca estive tão enganada.
Maaaaas, já estou nessa há 3 anos e meio... Devia estar acostumada, né?

Eis que neste julho/2011, estou 'sozinha' no pensionato onde moro.
Todas foram para casa assim que o semestre letivo acabou e estão curtindo as férias. Eu, no entanto, deveria ficar um pouco mais, por causa do curso de inglês, que termina no dia 07.07. Além disso, meti na cabeça de fazer um concurso da prefeitura, para saber como funciona e talz. Este, se realizará no dia 10.07 (torçam por mim!).

Sendo assim, estou aqui.
Justo a tagarela que não cala a boca um minuto, sem ninguém para conversar.
Já li 3 livros desde a última semana de julho, postei várias vezes no blog, joguei na internet até enjoar, estudei pro concurso, escrevi TCC e tudo para não ficar sem fazer nada.

Acontece que, quando não estou ocupada, sinto solidão.
Sério... Nunca achei que sofreria deste mal, mas... Houve dias que eu simplesmente deitei na cama com a cara no travesseiro e chorei. Chorei do fundo do coração. Chorei até dormir...
Houve dias que a única vez que ouvi minha voz, foi quando meus pais ligaram para saber como eu estava, já que eu não conseguira ligar para eles por dois dias, pois senti que se ouvisse suas vozes, não conseguiria conter as lágrimas e não queria preocupá-los.

Enfim,
É possível sim... Sentir solidão, estando cercada de pessoas.

(Escrito em 05.07.2011)*

terça-feira, setembro 20

Uma noite de segunda

"Nenhum gesto de amizade, por muito insignificante que seja, é desperdiçado."
(Esopo)


Eu me surpreendi respondendo a SMS no meio da aula de Imunologia:
- Du: "Giuzete, vamos ver Glee 3D hj? Tem uma sessão às 21h20"
- Eu: "Vamos! E o Rê?
- Du: "Já falei com ele. Tá combinado!"

Algo assim.
Pronto. Esse foi o estopin para um momento que não esqueceria nem que vivesse mil anos.
Eles passaram em casa atrasados (perdidos!) e fomos ver um filme esperadíííssimo, pelo menos por esse trio aqui!

- Rê: "Vcs acham que lota? Será que tem fila?"
- Eu: "De repente... Murphy sempre apronta alguma. Vai saber".
- Du: "Na dúvida, vamos logo comprar o ingresso..."

Ninguém na fila. Ninguém na sala.
Sério... Só havia cinco pessoas vendo o filme naquela sessão. Éramos maioria... rs!

Começamos meio tímidos, mas no meio do filme, cantávamos todas as músicas, com direito a coreografia! (Loser, like meeeee!!! \o/)
As gargalhadas também marcaram presença na maior parte do programa. A sala era nossa!

... Não bastasse isso, no carro, a caminho de casa:
- Du: "Vamos ouvir uma musiquinha?" rs
- Rê e Eu: "Manda!!!"

~Raise your glaasss... Raise yooour glaaaass!!!

E assim, mais rápido que eu gostaria, estávamos na minha casa.
Nos despedimos. Fiquei com aquele gostinho de quero mais e o sorriso que não desmanchava.

Me diverti.
Um simples momento no fim do dia... Que me proporcionou memórias sem preço, pois este já é o valor da amizade.

quarta-feira, julho 27

Saudade Matadeira

"Quando a saudade não cabe no peito, transborda pelos olhos!"
(Desconheço Autoria)

Ainda estou em choque.
Os amigos (na vdd amigas!) crescem.Vão para longe. Casam.
... E engravidam.

     Algumas perdem totalmente o contato... E de repente, através de um comentário em uma rede social, vc descobre que (alguém que foi) uma de suas melhores amigas está grávida.
     E eu aqui... Sem saber nada sobre ela. Como está, se está feliz, se precisa de um ombro, de uma amiga para compras... Se precisa de mim.
     Talvez não. Afinal, foi ela quem se afastou sem dizer o motivo e eu, de orgulho ferido, não fui atrás de saber o que poderia fazer para trazê-la de volta.

     Acompanhei, discretamente, sua vida desde o 'rompimento'. Seus relacionamentos amorosos, suas conquistas, seus passeios... Sempre desejando que ela me mandasse um email, um scrap, um alô qualquer... E incapaz de passar por cima da minha teimosia e mandar-lhe uma mensagem, perguntando como ela estava.
Sinto que perdi muito. Muito mais que eu perderia se tivesse corrido atrás nos primeiros momentos.
     Ainda espero que dê tudo certo e que voltemos a nos falar. Sinto uma saudade imensa dela... Do seu sorriso que me fazia rir. Do seu jeito divertido que me fazia bem. De estar com ela, que era parte de mim.
" Minha irmã."




quinta-feira, junho 30

A raiva nossa de cada dia.

" A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram." William Shakespeare

Eu sei.
A raiva é, realmente, um sentimento repulsivo... Mas, como todos os outros, quase impossível de se conter. Ninguém simplesmente se proibe de sentir algo. Não é como uma palavra que evitamos usar ou como algo em que evitamos pensar. E quando ela surge... Uhm! É muito, muito difícil de conter.

      Já senti tanta raiva de alguém que, por um certo período, eu não reconhecia. Não me importava com o que quer que lhe acontecesse... Por pior que fosse. Não me orgulho nem um pouco dessa confissão, mas acredito que várias pessoas já passaram por esse minuto de insanidade - Já pensaram "que se exploda", por alguém. - E, nesse minuto, não eram senhores nem de seu corpo, nem de sua mente.

     Quando a ofensa é muito forte, fico fora de mim. Imagino várias maneiras de me vingar, fico imaginando respostas que daria a quem me fez mal, e até aquele momento do "pular-no-pescoço" está presente durante meus acessos. A voz me irrita, o sorrisinho cínico, o jeito de andar e falar, tudo que faz ou toca me enoja. Felizmente, eu me distraio tanto bolando uma vigancinha bem cabrera, que vai passando a  raiva e chega o momento em que meu opressor já não fede nem cheira.
     De certa forma, passo até a sentir pena dele, e por muitas vezes, volto para me reconciliar tão rápido com quem me irrita, que nem dá tempo da mágoa pegar. Não vale a pena ficar perdendo tempo pensando demais em quem não merece décimos do seu dia, quanto mais dias de sua atenção.

     Entretanto, por diversas vezes, fiquei tão magoada que as lágrimas de raiva rolavam, de sangue e dor, antes de tocar o chão. Mas esta, é uma outra história...

quarta-feira, junho 29

Presentes

"Os presentes dão-se pelo prazer de quem os oferece, não pelo mérito de quem os recebe." - Carlos Ruiz Zafon

      Peguei o livro entre as mãos e me dirigi ao quarto, para ler algumas páginas antes de cair no sono.
     Antes de ler, me detive no marca-páginas cor-de-rosa. Não é, nem de longe, minha cor favorita. Quem me conhece, mesmo que por pouco tempo, acharia no mínino estranho aquele objeto florido entre as páginas de algum livro meu. Ao mesmo tempo, iria notar que ele está em todas, desde que o ganhei.

A explicação é simples.

     Eu o ganhei de uma amiga, colega de faculdade, que foi com o marido para o exterior ao fim do nosso primeiro ano como colegas.
     O marca-páginas é, na realidade, um cartão com uma mensagem muito bonita. No verso, ela me deixou um recadinho. Pensei em transcrevê-lo aqui, mas fugiria do assunto da postagem, rs.

     Como eu sempre 'emendo um livro n'outro'... O marca-páginas está sempre comigo. A lembrança da minha amiga também. (fikadika! :D)

     Já que estamos falando de presentes, acredito que posso homenagear algumas pessoas que, ao me presentearem com um simples objeto garantiram, para sempre, sua lembrança frequente no meu cotidiano.
     Chaveiros (dezenas deles), meias de dedinhos, moranguinhos costurados por elas mesmas, livros que amei ler, fotos assinadas, CDs com suas músicas preferidas, ursinho de pelúcia, origamis caprichados, canetas usadas (que na vdd eu furtei), sabonetes (?), entre outras coisas... Todas elas eu guardei com tanto carinho, como se fosse um pedacinho da própria pessoa.

Quero aproveitar a oportunidade e agradecer, mais uma vez, pessoinhas...
Amo vcs do fundo do tumtum!!!
<3

Desencontros...

Hoje aconteceu uma coisa engraçada.



Eu havia combinado de encontrar um biólogo que se disponibilizou a me ajudar com meu TCC, no seu local de trabalho. Local esse que fica beeeem longe de onde eu moro e que eu não sabia como chegar.
Enfim, fui, me perdi, me achei e cheguei 15' atrasada para nosso encontro.
Ao chegar, um senhor me atendeu e foi procurar pelo meu contato. Voltou dizendo que ele havia ido para casa, pois pensou que eu não viria e lhe ligou, para que eu pudesse me justificar a ele pelo atraso.



Depois de tudo resolvido e o encontro remarcado, o senhor se ofereceu para me dar uma carona até o ponto de ônibus. Perguntou meu nome e o que eu procurava.
Eu lhe contei e, ao perguntar seu nome, descobri que ele era o diretor do local. O___O'
Pasmem vocês! Eu estava falando com o manda-chuva DIRETOR!!!

Durante a carona, ele se ofereceu para ler meu trabalho e fazer correções, se eu quisesse, pois entendia do assunto sobre o qual eu estava pesquisando.

...
Imagine se eu iria querer. Eu nunca me atreveria nem a perguntar se uma pessoa tão importante perderia tempo lendo as bobagens que escrevo, quanto menos pedir que corrigisse meu trabalho!
Sei que fiquei em êxtase!!! Aceitei com toda a honra que poderia colocar em palavras breves. Ele me passou seu contato e disse que lhe ligasse.

Chegamos onde eu ia ficar, apertei sua mão agradecendo muito e fui correndo para o ponto de ônibus (quase aos pulos, devo acrescentar). No final, a viagem não foi totalmente perdida... Pelo contrário, não poderia ter sido mais proveitosa, não acham?
:D


OBS: Ainda não consegui apagar o sorriso bobo do rosto.

segunda-feira, abril 11

Lendo.

"O livro é uma extensão da memória e da imaginação." (Jorge Luis Borges)

     Eu aaamo ler.
Certamente, gosto mais de histórias policiais mas, ultimamente, tenho me interessado por livros como "O monge e o executivo", que me trazem um conhecimento a mais. Diferente dos romances de Ágatha, que apenas me distraem, com seus conflitos intrigantes.

Para o PET, precisei fazer uma pesquisa sobre livros paradidáticos e didáticos na área de Ciências Biológicas e acabei descobrindo títulos muito interessantes. Em alguns deles, dei uma "espiadinha" na sinopse e fiquei ansiosa para lê-los.

    Infelizmente, a leitura é um hobby muito caro, nesse país. Na realidade, pensando melhor, a cultura é algo especialmente caro, para o alcance de todos... Sendo assim, procurar em sebos, emprestar de amigos caridosos ou baixar na internet em pdf, tem sido as melhores alternativas para conhecer esses mundos escondidos em tinta e papel.

     Enfim, segue uma lista de alguns dos títulos que pretendo folhear até o fim de 2012... :D
     Se lembrar de algum para sugerir... Envie-me!

01. O novo dilúvio - População, Poluição e Clima Futuro (Antony Milne)
02. Eu, primata (Frans de Waal)
03. A vingança de Gaia (James E. Lovelock)
04. Os Avatares do Gene: A Teoria Neodarwiniana da Evolução (Pierre-Henri Gouyon)
05. O Gordo Absolvido: A Dieta da Genética (Geraldo Medeiros)
06. O Relojoeiro Cego (Richard Dawking)
07. O Curioso Caso de Benjamim Button (F. Scott Fitzgerald)
08. Troglodita é Você! - Pequeno Guia Darwiniano do Cotidiano (Michel Raymond)
09. Wesley: A Incrível História de Amizade entre uma Garota e sua Coruja (Stacey O'Brien)
10. A Origem das Espécies (Charles Darwin)

Boa leitura!

sábado, abril 9

- Nem um minutinho...

Você já foi abordado por aquelas pessoas que te param na rua para falar de Deus?
Elas entram na sua frente e dizem sorrindo: "Posso falar com você um minutinho?"

     Eu não tenho nada contra quem faz essa evangelização corpo-a-corpo, mas... Por quê você acha que estou andando na rua às 8h da manhã? Para ir a algum lugar, certo? Nesse horário eu estaria vadiando na rua? Não, estaria indo para algum lugar. Frequentemente com hora marcada.
     A maioria das pessoas que estão na rua das 7h às 8h da manhã, estão indo trabalhar, estudar ou sei lá o que. Não estão 'passeando'!

     Você está no pique, andando rápido para não se atrasar e entra na sua frente uma senhora, aparentando seus 50 aninhos, com saia longa, uma blusa clara de botões e, claro, uma Bíblia na mão. Ela sorri (de um jeito estranho, pensando melhor) e te pergunta se pode conversar um minutinho. Você, o mais educadamente, responde:
      - Desculpe, senhora. Estou indo para um compromisso... - E continua andando.
     Então, você ouve:
      - Sim, pode ir. Os jovens de hoje não tem tempo para Deus.
     Sem querer responder a provocação, você continua andando. De repente se sente culpada. Aquela senhora estava fazendo algo valoroso. Saiu de sua casa cedo, para levar a palavra de Deus às pessoas na rua. Quem sabe se aquela palavra não era exatamente o que algum indivíduo que passou, precisava?

Só que então, você pensa na sua situação.

     Você vai a Igreja? Sim! Ponto pra você. Você conversa com Deus todos os dias, com muita frequência? Sim. Outro ponto. Você é católico, conhece os mandamentos, os evangelhos, teve educação religiosa? Se sim, ótimo... ganhou o jogo. Aliás, não se esqueça de que está correndo para não se atrasar para a aula/trabalho. Não pode ficar de papo, discutindo religião com uma senhora no meio da rua. Isso não é desculpa para ficar com falta ou levar bronca de patrão.
     - Sim, desculpe, eu estava ouvindo a palavra de Deus, por isso cheguei tarde. - Ninguém entenderia.

     Muitas pessoas irão me julgar depois desse post, mas eu tenho minha consciência tranquila.
     Eu tenho tempo pra Deus. Eu não tenho tempo é para essas senhoras que viram o nariz para a vida dos outros e dão as costas para as suas. São juízes das vizinhas, das irmãs da própria igreja. Quem sabe por quê não estão em suas casas, cuidando de seus maridos e filhos? Estão nas ruas, julgando a vida dos outros.

     Se não tenho tempo para discutir religião com você, por que apenas não procura outra pessoa ao invés de ficar questionando meu relacionamento com Deus? Isso é entre mim e Ele. Não fale do que não sabe...
     Desculpem o desabafo. Esse acontecimento me rendeu algumas rugas e muito no que pensar. O que poderia ter acontecido se eu ficasse e conversássemos? Ela me diria Quem foi Jesus e que Ele voltará?
     Para minha grande alegria, eu já O conheço e que Ele virá? Não tenho dúvidas! ;)



quinta-feira, abril 7

Saudade de quem não foi.

Eita.
Essa saudade é a pior. Aquela de gente que não foi p'ra lugar nenhum!

          Sabe quando sentimos vontade de estar, conversar, rir, ouvir, andar com alguém; É só ligar? Mandar um e-mail? Deixar scrap? Cutucar no facebook? Chamar a tenção no MSN?
          E quando esse alguém está sempre ali, mas distante de você. Nenhum desses métodos funciona.
          Às vezes, a distância que nos separa de alguém nem sempre pode ser medida em quilômetros. Ela é medida pelas palavras não ditas, ou ditas de maneira errada.
          Pode ser pesada. Basta saber o peso de suas palavras, ou das dela caindo sobre você.
          Pode ser comparada: Qual a pior coisa que posso ter feito a ela?

Eu não sei.
Sei que sinto falta de alguém... E ele está tão perto de mim, que nos esbarramos 'de-vez-em-sempre'. Mas aí, cada um murmura um 'com licença' e segue seu caminho.
Essa é, com certeza, a pior saudade.

sexta-feira, fevereiro 18

Relações humanas

"Às vezes me dá enjoo de gente. Depois passa e fico de novo, toda curiosa e atenta. E é só." (Clarisse Linspector)

Há tanta, tanta coisa que sei fazer. Mas ser social não é uma delas.
Houve uma época que eu até achava que era social. Tinha muitas amigas, nunca estava só no almoço. Isso me deixava tão feliz, que ao deitar a cabeça no travesseiro para dormir, relembrava com um sorriso nos lábios, o dia maravilhoso que havia passado com elas.

Hoje, me sinto um bichinho estranho. Não sei bem o que quero.
Algumas horas, gostaria de estar rodeada de amigos, rindo e nos divertindo juntos. Noutras, prefiria que o mundo inteiro sumisse e me deixasse sozinha com meu livro. Para a maioria das pessoas, isso pode ser normal; Todo mundo precisa de um tempo só para si. Para mim, isso é aterrorizante.

Quando me questiono, observo que a maioria das vezes, troquei uma noite com os amigos para assistir a um filme no DVD. Troquei uma noite entre meninas, para ficar no orkut. Um churras para limpar meu quarto e rasgar papéis. Acho que fujo das pessoas e da intimidade consequente da amizade.

Sim. Já me perguntei milhares de vezes o porquê disso. Quando cheguei à conclusão que apenas não gostava de  ser muito próxima das pessoas, descobri que sentia muita falta de uma melhor amiga, para conversar a todo momento. No entanto, não quero acreditar de novo, confiar meus pensamentos a alguém que poderá usá-los contra mim quando minha companhia não mais lhe agradar.

Por isso, criei um muro translúcido chamado Distância Segura. Algo que me protegerá de sofrer algumas decepções. Porque as pessoas nos decepcionam, sempre.

Agora, eu tenho medo de gente.
Embora adore as olhar pela minha janela.

quinta-feira, fevereiro 17

Ausência de confiança, gera desconfiança.

Todo mundo já sentiu dificuldade em falar em público ao menos uma vez na vida. Fato.

Eu tinha certa facilidade. O descaramento era meu aliado.
Desde cedo, eu era escolhida para oradora. Desde pequenos avisos a importantes comunicados.
Aos sete anos de idade eu fui Juramentista da minha turma de colação de grau. No Ensino Fundamental, fui representante de sala por anos consecutivos, participei do Grêmio Estudantil (voz ativa dos alunos, na escola!) e fui oradora da turma na Formatura da 8ª série, com discurso próprio (XD). Até no colegial, fui da Tríade que representava a sala aos professores e vice-versa.

Enfim... Eu sempre fui articulada para discursar em público, os mais variados assuntos. Até agora.

Na faculdade senti, pela primeira vez, dificuldade... Mas não foi sempre assim. No início da minha Graduação, falava tranquilamente para uma turma de 90 alunos. Entretanto, desde o limiar de 2010, tenho enfrentado o famoso medo irracional de falar em público.

Venho me perguntando há muito tempo, como o adquiri. Não devia ser o contrário? A prática não leva à perfeição? No meu caso, há uma incógnita não isolada que está me incomodando. Tenho analisado o problema de vários ângulos e os mais agudos estão furando meus olhos... rs!

Qualquer um se sentiria intimidado ao falar sobre saúde para uma turma de médicos, ou com um clínico especialista no assunto avaliando-o. Eu creio que está aí meu problema... Mas não posso confrontá-lo; Preciso do clínico presente na apresentação. Mesmo que ele vá me avaliar criticamente na frente dos outros estudantes de medicina... Para servir de exemplo. "Vejam onde ela errou e nunca comentam essa burrice!" ele dirá sempre. E eu, de cabeça baixa, terei que acenar e agradecer a crítica construtiva - ou destrutiva? - pois, segundo ele, é para meu próprio crescimento.

Até agora, só serviu para que minha confiança em mim mesma ficasse abalada pelas duras críticas (apesar de verdadeiras). A gagueira é pelo nervosismo de dizer algo errado, oras!!! Esqueci o que ia falar porque imaginei o que o 'especialista' escreveu em sua prancheta sobre minha apresentação e me distrai. Perdi o foco. Não porque não sei falar em público.

Mesmo assim... Estou penalisada. Ao invés de ser obrigada a treinar para não cometer os mesmos erros, fui condenada a ficar de boca calada e deixar outras pessoas falarem à sala de estudantes, sobre a saúde que eu 'ignoro'... Porque alguns 'especialistas' acreditam que é melhor jogar a poeira para baixo do tapete e mostrar a sala limpa que lidar com o foco do problema (Sarcasmo nível máximo: Perigo!).

Mas essa desconfiança sobre minha competência vai ter um preço muito alto aos desconfiados.
O meu já foi pago. Agora eu quero ver o circo pegar fogo!!!

About Me.

Hoje eu resolvi escrever algo sobre mim. Sobre como me sinto neste momento.
Pode ser o post mais sem graça, menos lido, mas o lance aqui é desabafar...

Não me importo. Não se importe em ler. Não tem Importância o que direi. É apenas uma forma que encontrei de me sentir melhor sobre tudo. Sobre isso que está no meu coração agora.

Há algum tempo, minha cabeça está confusa. A memória está falha. A confiaça abalada. Já não me sinto a pessoa alegre e despreocupada de alguns meses atrás. Tudo me irrita, desde a colher suja largada na pia, ao fato de não conseguir lidar com meus sentimentos com o mesmo controle que tinha sobre eles.

Sinto tudo desmoronando. Não me sinto em casa, quando nela estou. Não me sinto confortável em lugar nenhum, como se faltasse algo... Como se talvez, algum lugar seguro me esperasse. Não consigo dar a devida atenção aos meus amigos, meu namorado, minha irmã... Entro em pequenos devaneios enquanto eles falam e quando percebo, nem lembro sobre o que estava devaneando.

Sonho acordada e deitada, não durmo. Apenas repouso.
Não repouso os pensamentos.. Estes correm alucinados pela minha cabeça. Mil em um minuto. Todos os dias, antes de cair no sono de exaustão, penso em coisas aleatórias sem um minuto de silêncio sequer. Há sempre uma música ao fundo... Não me sinto em silêncio há muuuito tempo. Parece que a cabeça vai explodir com tanta coisa.

Além de tudo, tem uma coisa em particular, me afinetando dia e noite. Essa merece um post separado! Mas, de alguma forma, sinto que não é resolvendo apenas essa questão que meus problemas serão resolvidos... Eles não estão ao meu redor. Estão dentro de mim.

terça-feira, fevereiro 8

Postagem by Nana

Essa eu tenho que divulgar!!

http://antitesecompernas.blogspot.com/2010/12/garotos-haha.html

Liindo! *-*
Arigatoo, imouto-chan!

Meu canteirinho

Agora o canteiro está dividido em dois...

De um lado, resolvi plantar outras coisas, para ir ‘afofando’ a terra. Além do mais, aquela parte onde não havia nada plantado estava acumulando água da chuva (a drenagem ainda é ruim) e o sol deixava a terra nua, ressecada. Plantei alguns coentros (trazidos do RJ) que, para minha surpresa, depois de horas de viagem, ainda vingaram!

Ganhei umas plantas, que foram mandadas direto do canteiro do meu tio (obrigada, tio!) e já as transplantei no meu canteirinho murcho na esperança de vê-lo mais verde e saudável. Até malva tem agora!

Quando as aulas voltarem, entrarei no meu último ano da faculdade... Tenho consciência de que estarei muito ocupada para voltar com a mesma freqüência dos outros anos para casa, já estou preocupada. Quem irá regar minhas plantinhas toda manhã? Quem vai protegê-las dos cachorros e do maldito gato do vizinho (que adora usar nosso quintal como banheiro!).

Depois de ver a vida brotar de dentro da terra daquele jeito, é muito difícil não se apegar, não querer protegê-la a qualquer custo. Não sei como farei quando as cebolinhas estiverem prontas para serem colhidas... (rs!)

Em 04/02/11
Breve Fotinha!!

domingo, janeiro 30

"Jardinando"

          Estou empenhada em um projeto desde o início deste ano... Ele foi inspirado pelo curso de Hidroponia que fiz no fim de 2010. Eu o apelidei de “Jardinando” (mania adquirida no PET), pois consistia em emparelhar alguns tijolos no quintal, formando um retângulo de 1,8 x 0,6 m aproximadamente, encher de terra e plantar nela alguns vegetais.

          Depois da parte pesada, que foi montar o ‘canteiro’, eu adubava a terra e molhava com freqüência, para deixá-la fértil, preparando-a para receber as sementinhas. Foram dias e dias... Pesquisei alguns cultivos e decidi por algo auto-sustentável; Comecei uma horta!

          Comprei sementes e terra vegetal. Em um cantinho, plantei sementes de cebolinha (pra começar). E esperei ansiosamente pela germinação... Levou cinco dias, mas eu observava desde o primeiro, buscando impacientemente algum sinal vindo da terra escura.

          Finalmente estava lá... Várias pontinhas verdes surgindo entre o adubo orgânico que eu, cuidadosamente, espalhei pelo canteiro. É uma sensação difícil de descrever. Acompanhar o progresso de novas vidas que iam surgindo naquele canteiro limpo, negro. Todos os dias que eu molhava e o olhava, a procura de uma novidade, era surpreendida pelo avanço de ‘meus rebentos’.

Retirado de: http://garciaon.tumblr.com/ - Breve fotos minhas, hehe!

          É totalmente novo. Eu nunca plantei nem feijão em algodão... rs!

          Para incentivar, meu pai me comprou um mini-rastelo (verde!ho-ho!). Suspeito que ele deva querer de volta a machadinha, a colher e as duas facas da cozinha que eu usei para abrir os buraquinhos para as sementes...


Em: 20 de janeiro de 2011

segunda-feira, janeiro 3

Mudança.

"Já morei em tanta casa, que nem me lembro mais... Eu moro com meus pais!"

Eu me mudo, em média, a cada cinco anos. Sou de outro estado e neste em que vivo, já conheço três cidades. Hoje moro onde estudo. Visito meus pais nos fins de semana.

Sendo assim, sei a dor de embrulhar copos e pratos, empacotar bens e encaixotar o conteúdo de nossos armários e guarda-roupas.

É muito doloroso.

Para algumas pessoas, a mudança de casa, é sinônimo de recomeço. Para mim, é abandono. Deixar tudo que construimos para trás. 'O copo está meio vazio, neste momento'.

Não tenho velhos amigos da rua. Não sei onde foram meus brinquedos e outras coisas de quando era criança, não sei o CEP da maioria das minhas casas, nem o nome dos vizinhos. Mas, sei arrumar malas e objetos em caixas com perfeição. Anos de prática.

Tudo que tenho dos lugares que morei, são fotos. Apenas isso.



Hoje, estou arrumando mais uma mudança. Não a minha, mas a de um pedaço de mim. Uma irmã minha vai embora para o Paraná, não sei quando nos veremos de novo, mas não sei como viverei sem ela por perto. Até agora, todos os momentos que passei sem ela, foram de saudade e dificuldades. Queria inventar algo que diminuisse distâncias... Ou pelo menos a dor.

Ainda não houve quem me conseguisse me convencer de que 'não há lugar como nosso lar'.



sábado, dezembro 25

O Natal Nordestinamente.

Para relembrar-mos o verdadeiro sentido do Natal.
Boas Festas!!!


quinta-feira, dezembro 16

Enfim, férias!

Ahhh...
Doce período de descanso.

Tempo de fazer todas as coisas que geralmente não temos tempo, quando a faculdade, o trabalho, a família, o namorado, nos cobram...

... Ler os livros que passei o ano tentando.
... Assitir aos filmes que queria ter visto no cinema.
... Aprender a tocar aquelas músicas no violão.
... Desenhar e pintar aquilo que veio em mente enquanto estudava para a prova.
... Acompanhar animes e mangás atrasados.
... Sair com a irmã e o namorado para comer.
... Cozinhar comida japonesa.
... Fazer bolo de chocolate.
... Jogar voley e basket.
... Perder no videogame.
... Ganhar no Truco.
... Mandar emails aos amigos.
... Telefonar às amigas.
... Escrever cartas ao parentes distantes.
... Visitar os próximos.
... Comemorar o Natal.
... Festejar o Novo Ano.
... Arrumar os livros para o último ano da facul.
... Comprar cadernos e canetas.
...

Espere, é melhor parar de pensar em quanta coisa terei de fazer nesse período, antes que precise de outras 'férias'!!